terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Parando de cortar o rabo do peixe!

( Leiam AQUI para entender o título)

Papo Inteligente de Grávida.

Lembro-me muito bem quando nasceu o primogênito da minha irmã - meu sobrinho lindo que hoje está com 17 anos.
Minha saudosa avó materna, falecida há dois anos, uma pessoa maravilhosa, veio para a nossa cidade dar assistência à minha irmã, como fazia ao nascimento de todos os netos e bisnetos.
Ela amamentou os sete filhos, isto há quase setenta anos atrás, antes da era do leite em pó.

Logo nos primeiros dias, como meu sobrinho chorava muito e mamava o tempo todo, minha avó questionou minha irmã: "Será que o seu leite não está fraco?" (!!!!)
Eu estava perto e não acreditei no que ouvi. Ela também já estava catequizada pelo ensino do leite em pó!!! Logo minha avó!!! Uma mulher que amamentou os sete filhos, sem problemas!
Eu intervi e disse que era normal o bebê mamar o tempo todo nos primeiros dias. Minha irmã estava muito preparada, munida de informações sobre o aleitamento materno, o que a fez prosseguir firme diante do questionamento de uma pessoa com grande experiência em assistir as puérperas da família, cuja opinião era extremamente respeitada.

Amamentar é um ato natural e ecológico, reduz e muito o lixo despejado no planeta - latas, caixinhas tetra pak, mamadeiras,bicos de borracha, etc.
Não deveria então ser natural para todas as mulheres iniciar o aleitamento materno, logo após o parto e prosseguir de forma espontânea?
Sim, mas como vimos AQUI, a amamentação foi desaprendida e não mais faz parte da nossa cultura,do nosso modo de viver; infelizmente, um grande prejuízo para a raça humana.

Por isso a mulher que deseja ser mãe deve munir-se de informações sobre o assunto, e na gravidez participar de grupos de apoio, conversando com outras mulheres que já amamentaram. Este preparo traz segurança diante dos obstáculos, principalmente nos primeiros dias após o parto.

Se você já está grávida, considere as seguintes questões:
1- Até que idade o bebê deve ser amamentado ao seio, segundo recomendações científicas? E por quê?
2- Por quanto tempo você planeja amamentar? Por quê?
3- Qual é a visão que você tem do aleitamento materno? Quais são os seus medos, preocupações, expectativas?
4- O que você já sabe sobre o aleitamento materno? Em que fontes você obteve estas informações?
5- Há mulheres em sua família ou amigas que amamentaram com sucesso por até dois anos?
6- O/A Ginecologista que está acompanhando sua gestação aborda o assunto com você?
7- Em sua cidade existe algum grupo de apoio ao aleitamento materno, para que você possa participar?
8- Você tem alguma amiga experiente com o aleitamento, que pode lhe orientar, quando seu bebê nascer?
9- Você tem o telefone de algum grupo nacional de apoio ao aleitamento materno, para ligar caso tenha alguma dúvida quando estiver amamentando?

Resumindo, você precisa de informações antes do parto e de APOIO depois que seu bebê nascer, pois os obstáculos surgem, principalmente nos primeiros dias após o parto.

Hoje vamos conhecer a experiência da Flaviana, uma leitora querida... Esta fofura aí é a Helena,logo após o nascimento...
A Flaviana é Advogada, o que não a impediu de viver plenamente a maternidade, apesar de ter uma profissão que exige muito tempo da mulher.

Então... FALA FLAVIANA!!!

"Maria Lúcia, acompanho seu blog e amei a coluna papo de grávida estou com 14 semanas da minha segunda gestação e além do assunto ser um dos meus preferidos, por óbvio, está em pauta elevadíssima atualmente na minha vida rsrs; vou contar um pouquinho sobre a experiência de amamentar a minha pequena Helena.... Beijos

A Helena é da categoria dos filhos não planejados mas muito desejados, tentei engravidar sem sucesso por 1 ano, foi para mim a experiência mais frustrante me deparar por 12 meses com a menstruação, a frustração foi tão grande que eu e o meu marido resolvemos adiar um pouco esse plano e assim mudamos o foco, resolvemos investir nas carreiras, fazer aquele mestrado etc, Bingo em três meses eu estava grávida, surpresa e muitíssimo feliz! A gravidez transcorreu como um sonho cor de rosa, me senti muito bem nenhum dos desagradáveis efeitos da gravidez, só o meu corpo que ganhou uma barrigona linda! Em toda a gestação eu jamais havia pensado em um probleminha sequer, para mim a alegria de estar gestante era tão grande que eu tinha certeza que nada me abalaria, fosse na gestação ou após o parto....

A Helena nasceu de 40/41 semanas, tentei um parto normal mas não consegui, me submeti a uma cesárea que não me trouxe nenhum problema no pós operatório ou na cirurgia e desfrutei daquela sensação indescritível que é olhar para o rostinho mais esperado de nossas vidas com muita emoção.

A Helena sempre foi do tipo miúda, nasceu bem, mas pequenina, no hospital pegou o peito bem, porém o leite ainda não tinha descido, quando fomos p casa, meu leite desceu e eu tinha leite para amamentar um quarteirão, com a Helena pequena e as minhas mamas por natureza grande o previsível que àquela época p mim era imprevisível aconteceu: O leite empedrou, o mamilo rachou tanto que chegou a ficar pendurado..... Eu não entendia ela ficava uma hora no peito e depois gritava sem parar, só dormia quando não aguentava de exaustão e no segundo dia após a saída do hospital senti nela um hálito cetônico. Com a graça de Deus no terceiro dia a pediatra, um verdadeiro anjo em nossas vidas, de plano diagnosticou o problema. Ela não estava mamando e sim "chupetando" e jamais conseguiria mamar estando eu com uma mastite, já tendo inclusive febre. Me lembro como se fosse hoje das palavras da médica: Você tem leite de dar inveja no vizinho; se você quiser poderá amamentar essas menina até os dois anos ou mais, você quer? Expliquei que era tudo o que mais queria então ela me encaminhou para um banco de leite onde tive muito carinho e toda a orientação necessária. APRENDEMOS! A Helena se mostrou muito gulosa, fui orientada a amamentá-la de hora em hora até ela recuperar o peso que havia perdido, o que rendeu um vício alimentar que a fez continuar mamando de hora em hora até os 4 meses o que me cansou muito, cansou mas o sorriso que ela me dava com aquela carinha de bêbada quando acabava de mamar apagava o cansaço.....

Amamentei até 1 ano e meio e foi a experiência mais maravilhosa vivida até agora, aqueles momentos juntas, onde o mundo era só nós duas, o olhar dela fixo em mim.... Durante muito tempo chorei a cada mamada, agradecendo a Deus aquele momento tão sublime..... Hoje somos muito cúmplices, companheiras e tenho absoluta certeza que essa cumplicidade e companheirismo nasceram durante a amamentação.

Estou gestante novamente, 14 semanas e ainda nem sei o sexo do meu bebê mas espero ansiosa pelo momento de oferecer-lhe o seio e viver com ele essa mesma plentude já conhecida".
Flaviana A Guedes Bolognani Oliveira

Flaviana, obrigada por compartilhar conosco esta experiência tão linda de amamentação. Mil beijoquinhas para a Helena, que está brilhando no blog!

E aqui um vídeo super bacana sobre o aleitamento materno...

Meninas, aguardem um sorteio do Papo Inteligente de Grávida. Duas blogueiras feras em presentes para bebês vão fazer os prêmios!!! Aguardem!
Beijos para todas! Até breve, se Deus quiser!

11 comentários:

Beth disse...

Oi Lúcia.
Esse post foi carregado de emoção!!
A experiência vivida por essa mãe é muito bela e gratificante!!
Bjs querida.

Flaviana disse...

Maria Lúcia, quanta emoção, meus olhos já marejaram quando vi seu e mail dando a notícia que estavamos aqui e agora estou aos prantos rsrs
Já sei o que é o meu bebê, um menino, o Bernardo que se Deus quiser chegará ao mundo com muita saúde para ser um verdadeiro bezerrinho!
Ah, vc. trocou o meu nome no começo do post, mas tá valendo, emoção foui a mesma! Beijos

janeladesonho.blogspot disse...

Maria Lucia , minha querida é sempre tão bom ler esses posts cheio de emoção e a primeira foto é maravilhosa , bjimmm cheio de saudades

Nile e Richard disse...

Oi coração.
De muitas esperiências na família,onde minha avó era parteira,e as mulheres antepassadas,sempre ouvi dizer que não exixte leite materno fraco.
Ele pode não ser o suficiente no começo,mas não fraco.
Será que estou enganada e super atrasada no tempo??Concordo com voce quando diz que as futuras mamães prescisam de orientação.
Lindo relato de uma mãe.
bjtos.Nile.

Maria Lúcia - Asas da Imaginação disse...

Oi Flaviana!
Desculpe-me a troca do nome no início do post; já corrigi, amiga.
Mil desculpas, mesmo!
Beijos e obrigada de novo por ter compartilhado sua experiência conosco.

Bordados e Retalhos disse...

Oi Maria Lúcia, adorei essa postagem. parece que voltei no tempo. Infelizmente no tempoque ouvia que meu leite era fraco. Da primeira vez não resisti aos apelos e dei o leite em pó. Mas no segundo filho, aguentei firme. Depois de uma noite inteira de choros e mamadas, levei meu bebê (Vitor) ao médico e fiquei imensamente feliz ao saber que ele em 10 dias havia engordado 600 gramas, apenas com meu leite fraco. Saí do médico com o maior orgulho do meu peito. Rsrsr. Bjs

Doce Ateliê disse...

Amiga amada,
post carregado de maternidade, o que quer dizer seguramente,carregado de emoção.Maravilhoso.Amamos de paixão.
Beijo de suas amigas do Acre

Silvia Mingardi disse...

Olá Maria Lúcia... que post maravilhoso falando sobre amamentação...
Sou totalmente a favor desse ato tão lindo... de proximidade tão grande com o filho... eu tenho filhas gêmeas (15 anos) e amamentei as duas de hora em hora... muitas vezes as duas juntas, cada uma em um peito... pra mim foi muito gratificante... as vezes por algum motivo passava o horário e ai minha roupa molhava toda pois o leite escorria e na hora do banho também esquichava longe...
Fui abençoada e pude amamentar minhas filhas que hoje graças a DEUS tem uma saúde de ferro... e acredito que foi muito importante o colostro no primeiro momento de vida...
A quem me pergunta falo muito sobre amamentação, mas existe muitas mães preocupadas com medo da mama cair e ai deixa de amamentar... no momento tenho incentivado minha vizinha amamentar seu filhinho quando nascer... tomará que minhas palavras a convençam...
Te desejo uma linda semana...
Beijos!!!

Silvia Mingardi disse...

Amiga com certeza... seria uma honra...
Acho que não tenho amamentando... não sei o por que mas tenho elas comigo no colo... pois a 15 anos atrás as câmeras digitais não eram tão acessíveis... e na hora da amamentação era um cobre com a fralda... sei lá por que isso...
Beijos!!!

Fabiana Tardochi disse...

Oi Maria Lúcia!
Que linda a história da Flaviana. Ela é muito parecida com a minha.
Meus olhos se encheram de lágrimas... como é bom relembrar fatos importantes da nossa vida.
Agora quero agradecer a mensagem que deixou no dia do meu aniversário.
Fiquei muito feliz:)
Obrigada por fazer parte do meu dia.
Bjs

Cintia Branco disse...

Maria Lúcia,

Que delícia de post, adorei. Até hoje fico triste por ter amamentado o Felipe por apenas 7 dias. Isso aconteceu por ter secado todo o meu leite, o motivo o médico disse que foi estresse pós-parto, coisas de hospital de cidade do interior, absurdos que acontecem por aqui. Continuei tentando dar o peito para ver se o fluxo retornava, mas nada, logo depois, ele apresentou refluxo e a orientação do médico foi clara, leite em pó ante refluxo, medicamento porque ele tinha asia e uma série de outros cuidados.
Sempre tive muito cuidado com a saúde dele, já que o médico sempre dizia para eu tomar cuidado pois ele não tinha a proteção que o leite materno dá. Até hoje quando ele fica doente penso que seria diferente se ele tivesse mamado mais tempo no peito.
Para as futuras mamães, saibam que é um momento único, especial e que fica sempre em nossas lembranças.
Beijos